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Paraísos Artificiais (2012)

Paraísos Artificiais é um filme de drama brasileiro dirigido por Marcos Prado e produzido por José Padilha. O elenco é estrelado por Nathalia Dill, Luca Bianchi e Lívia de Bueno

Érika (Nathalia Dill) é uma DJ de sucesso e amiga de Lara (Lívia de Bueno). Durante um festival onde Érika estava trabalhando, elas conheceram Nando (Luca Bianchi) e, juntos, vivem um momento intenso. No entanto, logo depois o trio se separara. Anos depois Érika e Nando se reencontram em Amsterdã, onde se apaixonam. Mas apenas Érika se lembra do verdadeiro motivo por que se afastou logo depois de se conhecerem, anos antes.

Tatuagem (2013)

Tatuagem é um filme brasileiro de 2013, do gênero drama, dirigido por Hilton Lacerda.1 Suas gravações foram feitas emOlinda, Recife e Cabo de Santo Agostinho

No Brasil da década de 1978 um grupo de artistas provoca a moral e os bons costumes pregado pela ditadura militar, ainda atuante mas demonstrando sinais de esgotamento. Num teatro/cabaré localizado entre duas cidades do Nordeste do Brasil aconteciam os espetáculos da trupe, conhecida como Chão de Estrelas. Dirigida e liderada por Clécio Wanderley (Irandhir Santos), além de outros artistas e intelectuais e seu diversificado público, a trupe apresenta os seus espetáculos de resistência politica com muito deboche, anarquia e subversão.

É neste cenário que Clécio conhece Fininha, o soldado Arlindo Araújo (Jesuita Barbosa). Um garoto de 18 anos que muda a vida de Clécio. É neste encontro de mundos, o militar com a ditadura, rigidez e atrocidades, e o mundo do cabaré e da arte do Chão de Estrelas, com sua subversão, alegria e homossexualidade, é no choque entre o encontro de Clécio e Fininha que cria uma marca que nos lança no futuro, como uma tatuagem.3

Febre do Rato (2012)

Febre do Rato (direção Cláudio Assis) é uma expressão popular típica da cidade do Recife que designa alguém quando está fora de controle, alguém que está danado. E é assim que Zizo, um poeta inconformado e de atitude anarquista, chama um pequeno tablóide que ele publica as próprias custas. Vivendo em um mundo particular, Zizo se depara com Eneida, uma jovem de aproximadamente 18 anos, que instiga e promove a transformação do poeta. (http://itaucinemas.com.br/filme/febre-do-rato)

Crítica: http://lounge.obviousmag.org/polimorfismo_cultural/2013/04/febre-do-rato-a-volta-do-cinema-marginal-brasileiro.html

Cidade Baixa (2005)

Cidade Baixa é um filme brasileiro dirigido por Sérgio Machado. A produção é de Maurício Andrade Ramos e Walter Salles. A fotografia de Toca Seabra. A trilha sonora é de Carlinhos Brown e Beto Villares.

É um triângulo amoroso entre uma prostituta e dois homens que fazem transporte marítimo. Eles seguem para a Cidade Baixa de Salvador. Entre as dificuldades de relacionamento, o filme mostra o cotidiano das pessoas dessa região. Fala de pobreza, drogas, prostituição e violência.

Deco (Lázaro Ramos) e Naldinho (Wagner Moura) se conhecem desde garotos, sendo difícil até mesmo falar em um sem se lembrar do outro. Eles ganham a vida fazendo fretes e aplicando pequenos golpes a bordo do Dany Boy, um barco a vapor que compraram em parceria. Um dia surge Karinna (Alice Braga), uma stripper que deseja arranjar um gringo endinheirado no carnaval de Salvador a quem a dupla dá uma carona. Após descarregarem em Cachoeira, Deco e Naldinho vão até uma rinha de galos. Naldinho aposta o dinheiro ganho com o frete, mas se envolve em confusão e termina recebendo uma facada. Deco defende o amigo e ataca o agressor, mas os dois são obrigados a fugir no barco, pois Naldinho está ferido. Na fuga, Karinne ajuda a dupla e vai com eles rumo a Salvador. Enquanto Naldinho se recupera, Deco tenta conseguir dinheiro para ajudar o amigo. Aos poucos a atração entre eles cresce, criando a possibilidade de que levem uma vida a três.

O homem das multidões (2014)

Baseado em um conto homônimo de Edgar Allan Poe, o filme “O Homem das Multidões” consolida uma parceria entre dois diretores de estilos distintos dentro do cinema brasileiro.

De um lado, está o mineiro Cao Guimarães, com um percurso ligado à videoarte e filmes ensaísticos, como “Acidente” (07), “Andarilho” (07) e “A Alma do Osso” (04). Do outro, o pernambucano Marcelo Gomes, traçando seu caminho sobre filmes calcados na vivência de seus personagens, caso de “Cinema, Aspirinas e Urubus” (05) e “Era Uma Vez Eu, Verônica” (12), sem contar outra parceria, com o cearense Karim Ainouz, no poético “Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo” (09).

Os dois estilos se complementam à perfeição em “O Homem das Multidões”, que teve sua première mundial na seção Panorama do Festival de Berlim, iniciando ali a circulação por vários outros festivais, como Guadalajara, Toulouse e Rio (dos quais saiu premiado).

Construindo sua narrativa sobre silêncios e imagens, bem mais do que sobre diálogos, o filme arma um enredo em que a solidão é protagonista, a tônica da vida de dois personagens: o condutor de metrô Juvenal (Paulo André, ator do grupo teatral mineiro Galpão) e sua supervisora, Margô (Sílvia Lourenço, de “Contra Todos”).

Juvenal mora sozinho num pequeno apartamento em Belo Horizonte, num ambiente asséptico como um laboratório: poucos móveis, sem enfeites, uma geladeira quase vazia. Fora do trabalho, ele se debate com a insônia, passando as noites olhando a cidade do alto pela varanda, ouvindo rádio e fazendo faxina.

Nenhum amigo, nenhuma namorada, nem mesmo um computador pessoal. Na maior parte do tempo, ele fala mesmo sozinho. Eventualmente, procura a companhia de uma prostituta.

No trabalho, Margô é praticamente sua única amiga. Embora ela seja aparentemente mais falante e sociável, ambos são solitários, cada um à sua maneira.

As relações de Margô são praticamente todas virtuais, exceto o pai (Jean-Claude Bernardet), com quem ela ainda mora. Até o noivo ela conheceu num chat na Internet. Seus “animais de estimação” são peixes digitais, que ela “alimenta” na tela do computador.

Telas de computador, linhas de metrô e seus trens, ruas, prédios e carros formam o cenário urbano deste filme, que usa uma janela atípica, quadrada ao invés da convencional, alongada, reproduzindo, na descrição do diretor Marcelo Gomes “uma mistura de estéticas do Instagram e de uma polaroide”.

O formato causa uma certa estranheza inicial ao espectador, mas também concentra o foco do olhar no cotidiano miúdo destes poucos personagens. No fim, “O Homem das Multidões” é um filme de sensações, que anseia por criar uma cumplicidade com o público a partir de uma esfera dramatúrgica bem minimalista.

A saber: Margô vai se casar e quer que Juvenal seja o padrinho; ele hesita. Há muito de não-dito neste afeto entre os dois, que se expressa por olhares, por falas aparentemente sem muita força, mas que mantém aceso um compartilhamento de sensações e sentimentos. A tecnologia muda mais do que a natureza humana, é o que o filme parece dizer.

Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/cultura/cinema/2014-07-30/em-o-homem-das-multidoes-a-solidao-vira-protagonista.html

De passagem (2003)

“De Passagem” entrelaça dois momentos bem distintos e marcantes na vida de três jovens da periferia paulistana. Jefferson e Washington são irmãos e amigos de Kennedy desde crianças. Quando crescem Jefferson entra no colégio militar no Rio de Janeiro e Washigton e Kennedy entram para o tráfico de drogas. Após receber a notícia da morte de Washington, Jefferson volta a São Paulo e juntamente com Kennedy sai numa viagem pela cidade procurando o corpo de Washington. Nessa viagem Jefferson e Kennedy lembram um acontecimento importante do passado.

De Passagem é uma longa-metragem  brasileira de Ricardo Elias, 2003.

O Caminho das Nuvens (2003)

O Caminho das Nuvens é um filme brasileiro de 2003, do gênero drama, dirigido por Vicente Amorim. O filme foi produzido por Bruno Barreto e Ângelo Gastal; a trilha sonora é de André Abujamra.

Romão é um pai de família da Paraíba que está desempregado e decide enfrentar a estrada para chegar ao Rio de Janeiro, em busca de um emprego que lhe pague o salário de mil reais por mês, e assim propiciando vida digna a sua família. Para realizar este sonho, ele percorre 3.200 quilômetros de bicicleta, acompanhado da mulher Rose e dos cinco filhos, enfrentando fome, calor, cansaço e violência.

Mutum (2007)

O Sertão

MUTUM foi filmado nas chapadas de Minas Gerais, em pleno sertão mineiro, numa região com poucas estradas e muitos lugares ainda sem energia elétrica. Mas o isolamento da família de Thiago é mais econômico que geográfico. O sertão que se apresenta no filme não é meramente uma região geográfica: é também o interior, o passado, a infância que povoa o imaginário brasileiro.

João Guimarães Rosa

MUTUM se inspira na história de Miguilim, da novela “Campo Geral” (Manuelzão e Miguilim), de João Guimarães Rosa (1908 – 1967), considerado o maior escritor brasileiro do século XX, autor de obras-primas como Sagarana e Grande Sertão: Veredas. Inventor de palavras e de uma sintaxe estranha, seu estilo é freqüentemente comparado ao de James Joyce. Grande conhecedor do sertão, Guimarães Rosa se inspira na tradição oral e na língua concreta do sertanejo, onde predominam imagens da natureza. Mas a linguagem particular falada por seus personagens é uma mistura de expressões regionais com aportes de várias outras línguas, formando uma língua imaginária. Com seu poder criativo e imaginação deslumbrante, provocou uma verdadeira revolução na literatura brasileira, inovando na linguagem, nas tramas e na visão de mundo de seus personagens, transformando o sertão num modelo do universo. O sertão de Guimarães Rosa é o mundo…

Guimarães Rosa era membro da Academia Brasileira de Letras e ganhou os mais importantes prêmios literários do país. De alcance universal, sua obra foi traduzida na França, Itália, Estados Unidos, Canadá, Alemanha, Espanha, Polônia, Holanda e Tchecoslováquia, dentre outros países.

De contornos autobiográficos, a história de Miguilim era a sua preferida: “Em Miguilim, acho tudo o que já escrevi até agora e talvez mesmo tudo o que venha a escrever em minha vida. Nessa história, está o germe, é a semente de tudo”, declarou Guimarães Rosa.

Fonte: http://www.mutumofilme.com.br/sobre.htm

O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias (2006)

O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias é um filme de drama brasileiro de 2006, dirigido por Cao Hamburger, que também escreveu seu roteiro, com Adriana Falcão, Claudio Galperin, Bráulio Mantovani e Anna Muylaert. É estrelado por Michel Joelsas, Germano Haiut, Daniela Piepszyk, Caio Blat e Paulo Autran. Foi distribuido no Brasil por Buena Vista International.2 3 4 Foi indicado pelo Ministério da Cultura para o Óscar de 2007 de Melhor Filme Estrangeiro. 5Esta escolha foi inesperada, pois acreditava-se que Tropa de Elite, de José Padilha, fosse indicado. 6

Em 1970, Mauro é um garoto de doze anos, que adora futebol e jogo de botão. Um dia, sua vida muda completamente, já que seus pais saem de férias de forma inesperada e sem motivo aparente para ele. Na verdade, os pais de Mauro foram obrigados a fugir por serem militantes da esquerda, os quais eram perseguidos pela ditadura militar, e por essa razão decidiram deixá-lo com o avô paterno. Porém, o avô falece no mesmo dia que Mauro chega em São Paulo, o que faz com que Mauro tenha que ficar com Shlomo, um velho judeu solitário que é seu vizinho. Enquanto aguarda um telefonema dos pais, Mauro precisa lidar com sua nova realidade, que tem momentos de tristeza pela situação em que vive e também de alegria, ao acompanhar o desempenho da seleção brasileira na Copa do Mundo de 1970.

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